O trabalho noturno, as escalas alternadas e as jornadas prolongadas podem afetar o sono, a recuperação e o estado de alerta dos trabalhadores. Por isso, a gestão da fadiga deve fazer parte da análise das condições de trabalho, especialmente em atividades críticas.
Em julho de 2026, a Fundacentro voltou a destacar que os riscos à saúde e a ocorrência de incidentes e acidentes podem aumentar em trabalhos noturnos e em escalas diferenciadas. A instituição também ressaltou impactos físicos, mentais, sociais e na qualidade de vida.
O NIOSH, órgão de pesquisa ocupacional dos Estados Unidos, atualizou em 14 de julho de 2026 suas orientações sobre fadiga no trabalho e relacionou o problema a jornadas não convencionais que interrompem ou reduzem o sono, como turnos noturnos e horas prolongadas.
A fadiga pode ser entendida como um estado de cansaço, redução de energia ou menor capacidade de manter o desempenho e a atenção.
No ambiente ocupacional, ela pode estar relacionada a:
A fadiga não depende exclusivamente dos hábitos pessoais. A forma como o trabalho é planejado e organizado pode aumentar ou reduzir sua ocorrência.
A análise deve ser mais rigorosa quando uma falha puder causar acidente grave.
Exemplos:
Em setores que funcionam continuamente, eliminar o trabalho noturno pode não ser possível. O objetivo passa a ser reduzir a probabilidade de falhas e criar barreiras de segurança.
Verifique:
Algumas atividades exigem mais atenção em determinados períodos do turno. Avalie quando ocorrem:
Tarefas de maior risco não devem ser programadas sem considerar:
Relatos de sonolência, dificuldade de recuperação, falhas de atenção ou quase acidentes são dados preventivos.
A empresa deve criar um ambiente no qual o trabalhador consiga comunicar fadiga sem receio de punição automática.
Evite mudanças frequentes e imprevisíveis. Avalie se a sequência de turnos oferece tempo suficiente para recuperação.
Horas adicionais podem ampliar o período de exposição aos riscos e reduzir o descanso entre jornadas.
As pausas devem ser compatíveis com a atividade, a jornada, a carga física e a exigência mental.
Avalie:
Atividades de maior risco podem exigir dupla checagem, supervisão adicional ou redistribuição de tarefas.
O procedimento pode estabelecer:
Não avalie somente o tipo de acidente. Compare também:
Orientar o trabalhador a “dormir melhor” não é suficiente quando a própria organização mantém escalas imprevisíveis, excesso de horas extras ou ausência de recuperação.
A Fundacentro ressalta a necessidade de compreender a organização das escalas e implementar mudanças para reduzir riscos. O NIOSH também trata a fadiga como questão que deve ser gerenciada conjuntamente por empregadores e trabalhadores.
Palestras e campanhas podem complementar o programa, mas não substituem medidas sobre jornada, escala, dimensionamento e processo produtivo.
A análise pode ser integrada ao gerenciamento ocupacional por meio de:
O PCMSO pode acompanhar os efeitos sobre a saúde, enquanto o PGR e a gestão operacional devem atuar sobre as condições que contribuem para o risco.
Os indicadores devem ser analisados em conjunto. Um número isolado não explica a causa do problema.
A Fundacentro e o NIOSH apontam que trabalhos noturnos, escalas diferenciadas e fadiga relacionada a jornadas não convencionais podem afetar a segurança e aumentar a ocorrência de incidentes ou erros.
Não. Há fatores individuais, mas a jornada, a escala, as pausas, a carga de trabalho e a organização das tarefas também influenciam o risco.
Não isoladamente. A empresa precisa avaliar as causas organizacionais e implementar medidas sobre escalas, pausas, jornada, ambiente e tarefas críticas.
A empresa pode utilizar relatos, observações, indicadores de incidentes, erros, quase acidentes, horas extras e dados de recuperação entre jornadas.
A comunicação deve ser tratada inicialmente como informação preventiva. A empresa precisa avaliar a situação, o risco da atividade e as causas envolvidas.
A gestão da fadiga deve ser preventiva e baseada na organização real do trabalho. O objetivo não é responsabilizar individualmente o trabalhador, mas reduzir as condições que aumentam a probabilidade de erros e acidentes.
Somos experts em serviços especializados na área de Saúde e Segurança no Trabalho
Jacareí
R. Antônio Afonso, 136 – Centro – Centro, Jacareí – SP, 12327-270
Paraibuna
Rua. Major Soares, 179, Centro, Paraibuna SP – ao lado do posto de saúde
Receba Semanalmente atualizações da área e informações úteis!