De acordo com o engenheiro de Segurança do Trabalho Daniel Francisco Quintans Riveiro, chefe do Setor de Segurança e Saúde da Superintendência Regional do Trabalho, a inspeção ainda está em fase inicial.
O trabalho envolve:
Análise técnica de documentos e registros da empresa;
Verificação das condições físicas da instalação após o acidente;
Avaliação do cumprimento das normas de SST e meio ambiente de trabalho;
Conferência das medidas adotadas para evitar novas explosões e garantir a proteção dos trabalhadores que permanecem no local.
Segundo Riveiro, a empresa já foi fiscalizada anteriormente. Em 2019, máquinas chegaram a ser interditadas com base na NR 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), sendo liberadas apenas após adequações. Agora, a auditoria também verificará o cumprimento da NR 19 (Explosivos) e demais normas aplicáveis.
Ao final da apuração, os auditores fiscais poderão recomendar medidas como:
Interdições ou ajustes na infraestrutura da fábrica;
Revisão de procedimentos operacionais;
Treinamentos reforçados para trabalhadores;
Implantação de novos dispositivos de segurança.
O relatório final será encaminhado à Advocacia Geral da União (AGU) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que poderão adotar medidas legais contra a empresa, caso sejam constatadas irregularidades.
O engenheiro e consultor Antonio Carlos Vendrame lembra que no setor de explosivos “o primeiro erro pode ser o último”. Isso porque os riscos são extremamente altos e incluem:
Explosões acidentais por impacto, atrito, eletricidade estática, calor ou falha em equipamentos;
Incêndios, já que muitas substâncias são altamente inflamáveis;
Exposição a agentes tóxicos;
Fragmentação em caso de explosões;
Danos ambientais, como contaminação do solo, da água e do ar.
Embora o segmento adote tecnologias modernas – como emulsões explosivas e sistemas de detonação eletrônica –, ainda existem diferenças significativas entre grandes fabricantes e empresas menores ou terceirizadas, onde falhas de manutenção e treinamentos insuficientes são mais comuns.
O mercado de explosivos é estratégico, com aplicações em mineração, construção civil, pirotecnia e munições. Porém, sua complexidade e alto risco exigem controles rígidos e fiscalização constante.
A tragédia em Quatro Barras evidencia a importância da gestão preventiva de SST, da adoção de tecnologias seguras e da responsabilidade compartilhada entre empresas, trabalhadores e órgãos fiscalizadores.
A explosão na fábrica da Enaex Brasil é um alerta de que a negligência em segurança pode custar vidas. As investigações em andamento devem apontar caminhos para prevenir novos acidentes, reforçando que, em atividades de risco elevado, a prevenção não é opcional – é vital.
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